2013

Em breve...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

“Como é grande o meu amor por você”



Eu tenho tanto pra lhes falar
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por vocês

E não há nada pra comparar
Para poder lhe explicar
Como é grande o meu amor por vocês
Nem mesmo o céu nem as estrelas
Nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor
Nem mais bonito
Me desespero a procurar
Alguma forma de lhe falar
Como é grande o meu amor por você
Nunca se esqueça, nem um segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo
Como é grande o meu amor por vocês
Mas como é grande o meu amor por você.
O ano acabou e muitas foram as emoções …
Quem não se lembra da visita à Exposição de Cora Coralina? A festa do dia do estudante onde ganhei um liquidificar? Ou à minha festa de aniversário antes da hora? Ou ao nosso Chá Literário com a presença da minha mãe? Nossa tentativa de ver os bonecos do mundo, onde não conseguimos chegar pelo engarrafamento na Av. Brasil? Ou as semanas de oficinas de material reciclado? E você acha que acabou? Ainda tivemos mais....tivemos a festa na escola Suíça, a mudança de casas da professora, tivemos minhas festa de aniversário, tá festa junina onde dançamos o forró...e para quem achava que o ano passou rápido, a retrospectiva nos fez lembrar de que o ano foi longo.
Nesse ano alguns ganharam família, pais, mães, filho, mas acima de tudo...todos ganhamos amigos. Quem não se lembra das piadas de Pedro? Ou das risadas que nunca chegavam ao fim de Maria Duarte? Ou dos carinhos de Marcelo aos amigos homens? Quem não se lembra ainda dos investimentos do nosso Elias empresário? Ou das falas infindáveis de Cida? Ou dos longos cabelos de Rita, que ficaram pequenos com o passar do ano? Ou das vezes que Roselhe brigou com Pedro? Ou dos silêncios de Sandra, Tatiana e Das Dores? Ou das falas loucas de Carlos Marciano?Ou do “Chatonildo”?
Sim..meu amores, o ano foi longo....e muito aprendemos, nos divertimos, nos acariciamos, nos amamos..de um jeito puro...que só alunos como os meus podem fazer.
Foi um prazer. Um prazer ser sua professora, mestre, “mãe”, “filha” e “amiga”. Foi um prazer estar com vocês e deixarem fazer parte de minha vida .
As vezes se acha que tem pouco na vida, mas duvido que alguém possa dizer que teve mais do que nós. Choramos, rimos e estivemos juntos por esse ano. E foi um lindo ano. Um ano de grandes realizações, as quais foi um prazer compartilhar com vocês e permitir que fizessem parte delas.
Como diz nosso Rei Roberto Carlos,
Me desespero a procurar
Alguma forma de lhe falar
Como é grande o meu amor por você... me faltam palavras para expressar o prazer, a alegria e o amor que me proporcionaram nesse ano...por isso finalizo o ano...apenas dizendo...MUITO OBRIGADA!!



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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Oficinas

Neste ano contamos com a participação dos bolsistas do PET- Conexões Diversidade, o Programa de Extensão Tutorial - Conexões de Saberes da UFRJ. Nossos alunos do PEJA juntamente com os professores participaram de Oficinas com alunos da Graduação em Ciências Sociais, Pedagogia e História, sobre "Cultura Negra".

Aqui vão algumas fotos e um trecho do blog do grupo sobre o trabalho na EJA






















A aula que me deram na Penha

A oficina realizada no Ciep Gregório Bezerra foi uma experiência gratificante, pois possibilitou que houvesse um aprendizado mutuo. O inicio de nossa troca de saberes se deu com o estranhamento entre duas formas de escrever poema, a rebuscada (português “bonito”) e a coloquial ( português popular). Nos questionamos de qual maneira seria a “correta” de escrever uma poesia de amor para que a temática do embranquecimento cultural fosse introduzida.
Não foi uma conversa fácil, pois temos engessado em nosso pensamento um aprendizado que privilegia uma cultura (a do colonizador) em detrimento das demais matrizes culturais de nossa nação brasileira. O foco da oficina não é a retirada da matriz lusitana, mas sim a afirmação de que temos em nossa formação cultural três culturas geradoras, sendo assim o aprendizado não deve se basear em uma ou outra e sim em todas.
As opiniões manifestadas foram interessantes e confesso que as mesmas deixaram o direcionamento da oficina um tanto quanto dificultoso, pois quando se faz um planejamento a expectativa criada é que tudo aconteça conforme o planejado. Contudo não foi isso que houve e acredito que esse seja o maior ganho de conhecimento proporcionado por esta experiência, o inesperado serve para que possamos reavaliar nossos posicionamentos, já que necessitamos da sensibilidade para percebermos as reações e informações que nos são dadas e assim refletirmos sobre outra forma de trocarmos conhecimentos sem imposições. Este é o grande desafio desconstruir a imagem do oficineiro como um detentor do saber e os demais como receptores do mesmo, ou seja, estabelecer uma relação horizontal em um espaço hierarquizante, como a sala de aula.
Trabalhamos com poesias de autores de diversos países do continente africano, com discussões em grupo para após compartilharmos com o coletivo. A interpretação das poesias foram ótimas, houveram resistências decorrentes da maneira escrita. Contudo as conclusões foram interessantes, pois o grupo estava aberto para a apresentação de algo novo e também depois de um tempo alguns se sentiram mais a vontade para exporem suas opiniões.
Conseguimos ao final desta experiência perceber que temos muito da cultura indígena e africana em nosso cotidiano. Nos mantivemos discutindo a influencia na escrita e concluímos coletivamente que, como disse um educando da EJA,“quem domina dá as regras do jogo”.

texto originalmente publicado aqui

Para ler mais sobre as oficinas,  e sobre esse trabalho espetacular de Pesquisa, visite: PET CONEXÕES DIVERSIDADE

A TURMA 171 E O PARQUE ARY BARROSO

RIO DE JANEIRO, 05/11/2011.

A TURMA 171 E O PARQUE ARY BARROSO

             A Grécia lembrou, depois de aceitar o acordo europeu que havia um povo a ser ouvido. Afinal o berço da democracia por um tempo esqueceu-se de ouvir a principal protagonista do país, a sua população.
            Aqui no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, na onda “Vamos Salvar o Planeta Terra”, até neste item há divergências de importância de regiões na cidade. Enquanto em Madureira está sendo construído um belo parque, aqui na Penha fecha-se um parque (Ary Barroso) em nome da segurança pública, sem consultar a população do bairro, se no momento as pessoas usuárias concederiam o seu espaço de lazer verde, porém não foram ouvidos.
            A turma 171 ao trabalhar a notícia abaixo, resolveu mostrar a sua indignação em relação ao fechamento do Parque Ary Barroso, através de um trabalho de desenho e produção de texto para ser mostrado no corredor cultural do CIEP, além disso, também foi um momento de resgatar  lembranças de ocasiões especiais para muitos alunos.                               
                                                                                                                           ( PROF.ª MARIA FELÍCIA)


RIO DE JANEIRO, 03 DE NOVEMBRO DE 2011.
Hoje é 07 de novembro de 2011, o primeiro ministro da Grécia renunciou ao cargo,com certeza por causa da consulta à população, realmente os tempos são outros.

Professora Maria Felicia

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

E por falar em leitura...

E POR FALAR EM LEITURA...
“Sabemos que a paixão pela leitura não vem no código genético das pessoas. Ela deve ser cultivada, incentivada e ensinada.”
Fernando José de Almeida

O ano de 2011 foi um ano impar, literalmente. Aliás, todos os dias são ímpares. E refletindo sobre o trabalho este ano, obviamente ele também foi ímpar. Não vou falar de tudo, mas faço aqui, uma análise do meu trabalho de professor regente de Sala de Leitura, especificamente com o PEJA.
Embora o trabalho de Sala de Leitura esteja diretamente ligado à prática de sala de aula, foi uma experiência nova, por ter outra dimensão do fazer pedagógico.
Especificamente o trabalho com o PEJA para mim foi um grande desafio. Nunca tinha lidado com turmas de jovens e adultos e confesso que isso me assustou um pouco. Mas no primeiro encontro percebi que de um jeito ou de outro eu estava lidando com alunos e podem acreditar independente da idade, são todos iguais, respeitando as devidas proporções.
Certo aluno de uma das turmas, participando de uma roda de leitura com o livro Lampião e Lancelot de Fernando Vilela, ficou encantado com a minha estratégia de leitura, pois caprichei no sotaque como se fosse uma repentista; professor é mesmo meio artista, faz de tudo para conquistar seu público...
Outro aluno, numa sessão de um curta, Felicidade Clandestina de Clarice Lispector, se emocionou ao ouvir a mesma história do curta em forma de texto lido por mim, relembrou trechos de sua infância no Recife...
 Nas turmas 191 e 192 numa produção de texto coletiva vivenciei uns dos momentos mais descontraídos desse ano. Foi uma troca muito boa onde todos participaram mesmo com todas as dificuldades.
 Não posso deixar de colocar o tempo, “tempo, tempo, tempo...”. Tive poucos encontros com as turmas, e apesar de significativos, foram pouco efetivos, precisamos rever este ponto e tentar no ano de 2012 ter uma freqüência de encontros maior, bem como aumentar o número de empréstimos de livros.
A Sala de Leitura de nossa escola, embora não ainda o ideal, tem um acervo muito bom e precisamos aproveitar melhor este espaço, que é pedagógico e fundamental para formação de leitores.
Deixo aqui meu agradecimento à direção da escola, a professora orientadora do PEJA, aos professores das turmas e aos alunos que oportunizaram o meu trabalho e o enriquecimento da minha formação.
Um grande abraço,
Boas férias,
E que venha 2012!
Com carinho, Josi.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Nomes de favela

Acredito que esse samba dê uma boa reflexão....
Fica a dica!




Nomes de Favela
Composição: Paulo César Pinheiro
O galo já não canta mais no Cantagalo
A água já não corre mais na Cachoeirinha
Menino não pega mais manga na Mangueira
E agora que cidade grande é a Rocinha!
Ninguém faz mais jura de amor no Juramento
Ninguém vai-se embora do Morro do Adeus
Prazer se acabou lá no Morro dos Prazeres
E a vida é um inferno na Cidade de Deus
Não sou do tempo das armas
Por isso ainda prefiro
Ouvir um verso de samba
Do que escutar som de tiro
Pela poesia dos nomes de favela
A vida por lá já foi mais bela
Já foi bem melhor de se morar
Mas hoje essa mesma poesia pede ajuda
Ou lá na favela a vida muda
Ou todos os nomes vão mudar

Turma 192 e seus causos.....

A turma 192 junto com a professora Ana Paula, realizaram um Café com Causos.... Compartilhando algumas experiências de vida, conversando sobre família. Esse café culminou com uma apresentação sobre diferentes regiões do Brasil seus costumes e cultura e também na dramatização de um "causo" de Pedro Malasartes. Confira!

Café com “causos”

    Em um momento de total integração, os alunos da turma 191, começaram a contar  “causos”.

  “Causos” da época em que viviam em seus estados, em suas cidades ...

    João por exemplo, relatou que a primeira vez que seu avô e sua avó avistaram um avião, foi uma

 grande confusão. Os dois saíram correndo assustados e nessa correria, seu avô ficou preso no arame e

 desesperado com a situação, disse:

    - Se essa coisa não me engolir, eu nunca mais vou te trair muié!!!

    O avião não o engoliu, mas acabou separando da esposa, pois ela não quis mais saber dele!!!

   Como já estava na hora da saída, marcamos um Café com “causos” para o outro dia.

    Em mais uma noite de aula, na hora do café, saboreamos outros “causos” e ficamos sabendo como o Silvio

 Santos foi responsável pela separação de um dos parentes da Joana.
 
    Na ocasião, poucos possuíam televisão, a tia de Joana contava com a solidariedade dos vizinhos para

assistir  o seu ídolo na TV, o Silvio Santos!!

  A irmã de Joana teve a brilhante ideia de levar uma foto do Silvio Santos para a tia que o amava. A tia na

 mesma hora colocou a foto na parede da sala toda feliz e contente!!

   Ao chegar em casa e se deparar com a foto de um homem desconhecido na parede de sua sala, o tio de

  Joana perguntou:

  - Quem é esse homem aí?

  A irmã de Joana respondeu:

  - É o amante da tia, uia!!

  O tio de Joana muito furioso foi embora e nunca mais voltou, pois não conhecia o Silvio Santos. Ele não

 tinha TV.

  Joana também nos relatou que quando criança, seu pai queria ficar rico. Então perguntou para um amigo

de boa situação, o que ele fazia para ter dinheiro. O amigo respondeu:

  - Coloco meus três filhos no quintal rezando todos os dias!!

  E a partir daí, todos os dias o pai de Joana colocava seus 10 filhos no quintal rezando.

  Só que não adiantou e hoje Joana tem uma explicação para isso.

  O amigo de seu pai conseguiu, pois só tinha três filhos e seu pai com 10, tudo ficava mais

difícil!!! 

  A partir desses relatos, apresentei aos alunos os “causos” de Malasartes, possibilitando trabalhar leitura,

interpretação, elementos da narrativa, sinais de pontuação, ...

  Os alunos dramatizaram  através de fotos  uma das histórias de Malasartes – “O Aniversário de Malasartes”.

  Os alunos apresentaram grande interesse pela atividade e a realizaram com muita alegria e empenho.

  Olha o resultado!!!!